• QUEM SOMOS

    A Ordem da SantÍssima Trindade e dos Cativos foi fundada por São João de Matha, o qual teve esta inspiração enquanto celebrava a sua primeira missa no ano de 1193. Oitocentos anos depois, esta mesma inspiração e a sua obra continuam a nos interpelar! Os Frades Trinitarios são impelidos por um espírito apostólico que os fazem anunciadores da libertação aos mais pobres, aos abandonados e marginalizados, e sobretudo, àqueles cristãos em perigo de perder a fé, por causa de sua fidelidade ao Evangelho...

  • ESPIRITUALIDADE TRINITARIA

    A vida especialmente consagrada a Santíssima Trindade constitui, desde sua origem, um elemento essencial e característico do patrimônio da Ordem Trinitária. Desta consciência trinitária flui toda sua vida espiritual e litúrgica, religiosa, comunitária e apostólica, e sua permanente renovação...

  • ONDE ESTAMOS

    A Ordem da Santíssima Trindade, dividida em sete províncias religiosas, três vicariatos e duas delegações, está presente hoje na: Itália, Espanha, frança, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Porto Rico, Colômbia, Brasil, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Índia, Madagascar, Polônia, Gabão, Congo e Coréia do Sul. A missão dos religiosos trinitários, espalhados pelo mundo, é garantir a assistência a aqueles que mais necessitam: aos pobres, vítimas das diferenças sociais; aos cristãos perseguidos, vítimas de intolerâncias...

BEM-AVENTURADA ISABEL CANORI MORA

(04 de Fevereiro)

BEM-AVENTURADA ISABEL CANORI MORA
(1774 - ROMA - 1825)

Nasceu em Roma em 21 de novembro de 1774. Filha de Tomás e Tereza Primoli, no seio de uma família de posição acomodada, profundamente cristã e diligente na educação de seus filhos. Estudou com as Irmãs Agostinianas em Cássia (1785-1788), onde se destacou por sua inteligência, uma profunda vida interior e seu espírito de penitência. De volta a Roma, teve uma vida tranqüila até que em 1796 - quando tinha 21 anos - se casou com o jovem advogado romano Cristóforo Mora.

Para ela, o matrimônio foi uma decisão refletida, madura, mas depois de alguns meses, a fragilidade psicológica de Cristóforo comprometeu a serenidade da família. Converteu a uma mulher de mal viver em sua amante e à medida que passava o tempo, humilhou e abusou de sua esposa em diferentes formas, não exerceu mais a advocacia, e gastou tanto dinheiro em suas aventuras que terminou levando a sua esposa e filhas à extrema pobreza e uma crescente dívida.

À violência física e psicológica de seu esposo, Isabel respondeu sempre com a absoluta fidelidade. Nunca pôs desculpas, conveniências ou interesses para justificar um abandono de seu lar; para ela só primava o código de fidelidade de amor, de rendição total.

Isabel tratou a seu marido com paciência gentil, oferecendo penitências e orações por sua conversão. Nunca pensou em separar-se dele, apesar dos conselhos de familiares e amigos. Em vez disto, sempre amou, apoiou e perdoou a seu esposo esperando sua conversão.

Em 1801 sofreu uma misteriosa doença que a deixou à beira da morte. Curou-se de forma inexplicável e teve sua primeira experiência mística. Esta é uma
vidente italiana das tribulações dos últimos tempos da Igreja, que foi favorecida com os dons da visão e da profecia. O Senhor a fez alcançar a maturidade para receber as visões e as ilustrações sobre o destino da Igreja. Recebeu em forma clara os estigmas da paixão de Cristo, e em suas visões viu tremendas batalhas que terá que sustentar a Igreja nos últimos tempos sob o poder das trevas.

Teve quatro filhos, mas os dois primeiros morreram aos dias de nascer. Com o abandono do marido, foi forçada a viver trabalhando com suas próprias mãos para seguir ao cuidado de suas filhas Marianna e Luciana. Dedicou muito tempo à oração, aos pobres e aos doentes.

Seu lar logo converteu-se em um ponto de referência para muita gente em busca de ajuda material e espiritual. Dedicou-se especialmente a cuidar das famílias em necessidade. Para ela, a família implicava dar um espaço a cada pessoa, um lugar que dê frutos de vida, fé, solidariedade e responsabilidade.

A família, para ela, era o templo em que recebia ao “amado Senhor, Jesus Nazareno” e a todos os que se dirigiam a ela. Através da auto negação, Isabel oferecia sua vida pela paz e a santidade da Igreja, a conversão de seu marido e a salvação dos pecadores.

Em 1807 Isabel uniu-se à Ordem Terciária Trinitária, guiada espiritualmente pelo frei Fernando de São Luís Gonzaga, trinitário; diretor espiritual também de outra Terciária, a Bem-Aventurada Ana Maria Taigi (1769-1837), amiga de Isabel, casada com um porteiro, mãe de sete filhos e grande mística. Isabel respondeu com dedicação à vocação ao matrimônio e a consagração secular.

Suas admiráveis virtudes humanas e cristãs assim como a fama de sua santidade difundiram-se através de Roma, Albano e Marino, onde ganhou fama de santidade.

Em 5 de fevereiro de 1825, enquanto era assistida por suas duas filhas, Isabel faleceu. Foi enterrada em Roma na igreja dos Frades Trinitários de São Carlino alle Quattro Fontane. Pouco depois de sua morte, como ela mesma predisse, seu marido se converteu unindo-se à Ordem Terciária Trinitária e depois ordenou-se sacerdote dos franciscanos conventuais.

Foi beatificada pelo papa João Paulo II em 24 de abril de 1994, no Ano Mundial da Família.

ORAÇÃO

Para obtenção de graças e favores por intercessão da
BEM-AVENTURADA ISABEL CANORI MORA

Ó Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, fonte suprema de vida sobrenatural e santidade, vos agradeço pelos favores que concedestes à Bem-Aventurada Isabel, terciária trinitária, enchendo-a de fé, esperança e caridade, testemunhadas na vida sofrida de esposa e mãe.
Com humildade e confiança vos suplico de conceder-me a graça que busco... e de fazer sentir a quantos a invocarem a eficácia de sua intercessão. Amém.

             Pai nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...