• QUEM SOMOS

    A Ordem da SantÍssima Trindade e dos Cativos foi fundada por São João de Matha, o qual teve esta inspiração enquanto celebrava a sua primeira missa no ano de 1193. Oitocentos anos depois, esta mesma inspiração e a sua obra continuam a nos interpelar! Os Frades Trinitarios são impelidos por um espírito apostólico que os fazem anunciadores da libertação aos mais pobres, aos abandonados e marginalizados, e sobretudo, àqueles cristãos em perigo de perder a fé, por causa de sua fidelidade ao Evangelho...

  • ESPIRITUALIDADE TRINITARIA

    A vida especialmente consagrada a Santíssima Trindade constitui, desde sua origem, um elemento essencial e característico do patrimônio da Ordem Trinitária. Desta consciência trinitária flui toda sua vida espiritual e litúrgica, religiosa, comunitária e apostólica, e sua permanente renovação...

  • ONDE ESTAMOS

    A Ordem da Santíssima Trindade, dividida em sete províncias religiosas, três vicariatos e duas delegações, está presente hoje na: Itália, Espanha, frança, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Porto Rico, Colômbia, Brasil, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Índia, Madagascar, Polônia, Gabão, Congo e Coréia do Sul. A missão dos religiosos trinitários, espalhados pelo mundo, é garantir a assistência a aqueles que mais necessitam: aos pobres, vítimas das diferenças sociais; aos cristãos perseguidos, vítimas de intolerâncias...

SÃO SIMÃO DE ROJAS



(28 de setembro)

São Simão de Rojas
presbítero e religioso trinitário 
(1522-1624)


Simão de Rojas nasceu em Valladolid, Castilha (Espanha), em 28 de outubro de 1552. Desde pequeno, Simão era introvertido, não muito bom para os estudos e tinha um defeito para falar pelo qual burlavam dele. Superava os demais na devoção à Virgem Maria.                                                                                

Aos doze anos entrou no convento trinitário de sua cidade de origem, onde emitiu sua profissão religiosa em 28 de outubro de 1572. Estudou filosofia e teologia na célebre universidade de Salamanca. A caminho de Salamanca parou uns dias no santuário trinitário de Nossa Senhora das Virtudes. Ao retomar a viajem os demais se deram conta de que já não mais tartamudeava. Todos consideraram isso como um milagre de Nossa Senhora. Tornou-se sacerdote em 1577. Destinado ao convento de Toledo, ensinou filosofia e teologia de 1581 a 1587. Aqui, entre seus alunos, estava João Batista Rico, que se tornaria santo e reformador da Ordem Trinitária. Desde 1579 exerceu com grande prudência o ofício de ministro conventual nos diferentes conventos de sua província; foi também visitador apostólico e ministro provincial. Famoso por suas virtudes, foi requisitado pelo rei Filipe II a Madri, onde viveu desde 1600. Tornou-se preceptor dos Infantes de Espanha e confessor da rainha Isabel de Bourbon. Faleceu no dia 29 de setembro de 1624 em Madri.

Foi rigorosa sua observância da regra, austera sua vida; sua humildade o fez sentir-se grande pecador e indigno dos episcopados que lhe ofereceram. Fiel ao carisma trinitário, frei Simão promoveu redenções de cativos, veio ao encontro às inúmeras necessidades dos carentes, consolou enfermos, oprimidos e marginalizados de todo tipo. Quando teve tarefas na Corte, pôs a condição de continuar dedicando-se aos “seus” pobres, que ajudava de mil maneiras, em qualquer hora do dia e da noite.

Sua canonização no ano mariano de 1988 glorifica aquele que, por sua tenra devoção a Maria, o escritor Lope de Vega compara a São Bernardo de Claraval e a Santo Ildefonso de Toledo. É chamado “o São Bernardo espanhol”. Foi a mãe, a virtuosa Constança, que instilou e fez brotar na alma de Simão o amor a Maria. O culto que, com o esposo Gregório, continuamente tributava à Virgem Maria, deixa bem entender o porquê Simão, quando pronunciou as suas primeiras palavras aos 14 meses de idade, dissesse: “Ave, Maria”: repetia a oração de seus pais.
                                                                                                                 
Sua maior alegria era a de visitar os santuários marianos, de rezar a Maria e com Maria, de imitar suas virtudes, de cantar seus louvores, de mostrar sua importância no mistério de Deus e da Igreja. Através de profundos estudos teológicos, frei Simão compreendeu sempre melhor a missão de Maria e a sua cooperação com a Trindade na salvação do gênero humano e a santificação da Igreja. Viverá seus votos religiosos a exemplo de Maria. Exímia foi sua castidade, garantida com a proteção da Virgem toda santa, bela e pura.
                                                                                                                       
Estava convencido que, para ser todos de Deus como Maria, era preciso tornar-se seus escravos, ou melhor, escravos de Deus em Maria; por isso instituiu em 1612 a Congregação dos Escravos do Docíssimo Nome de Maria, para a maior glória da Trindade, em louvor de Nossa Senhora, a serviço dos pobres. A Congregação tinha caráter laical: podiam aderir a ela pessoas de toda classe social. Os inscritos, entre os quais figuravam o rei Filipe III e a família real, como também muitos nobres que não desdenharam ver seus nomes ao lado de pessoas do povo simples, se empenhavam em venerar Maria, assistindo maternalmente seus filhos prediletos: os pobres. Sua obra existe ainda hoje na Espanha. Aquele que é considerado um dos maiores contemplativos de seu tempo, na sua obra ”A oração e suas grandezas” demonstra que à dimensão contemplativa vai unida a ativa: as obras de misericórdia. 

Inúmeras são as manifestações do seu amor a Maria. Os pintores, que imortalizaram sua figura, colocam sempre em seus lábios a saudação “Ave, Maria”, por ele pronunciada tão freqüentemente que era chamado: “o Padre Ave Maria”. Fez imprimir milhares de estampas da Virgem Santíssima com a inscrição “Ave, Maria”, enviando-as também para o exterior. Fez confeccionar terços com 72 grãos azuis sobre cordão branco, símbolos da Assunção e da Imaculada, como lembrança dos 72 anos de vida de Maria, segundo a crença da época, e os difundiu em todo lugar, também na Inglaterra. Valendo-se de sua influência na Corte, fez esculpir com letras de ouro sobre a fachada do Palácio Real de Madri a saudação angélica que ele tanto amava: “Ave, Maria”. No dia 5 de junho de 1622 pediu à Santa Sé a aprovação de um texto litúrgico por ele composto em honra do Docíssimo Nome de Maria, texto que mais tarde o Papa Inocêncio XI estendeu a toda a Igreja.

Faleceu no dia 29 de setembro de 1624 vítima de uma apoplexia. A notícia se propagou rapidamente por Madri e seus redores. As honras fúnebres que lhe tributaram assumiram o aspecto de uma canonização antecipada. Ao convento acorreram pessoas de todas as categorias e classes sociais que desejavam vê-lo pela última vez, e, durante 12 dias, os mais famosos oradores de Madri exaltaram suas virtudes e santidade. Foi preciso que acorresse a Guarda Real para pôr ordem e evitar tumulto. 

Impressionado pela veneração unânime que tributavam-lhe, o Núncio do Papa, alguns dias depois de sua morte, mandou que se iniciassem os processos preliminares à sua beatificação. Clemente XII, em 25 de março de 1735 reconheceu a heroicidade de suas virtudes; Clemente XIII o beatificou em 19 de maio de 1766. Enfim, no dia 3 de julho de 1988, o papa João Paulo II inscreve no rol dos santos este grande servo de Maria e pai dos pobres. Sua festa se celebra em 28 de setembro e seus restos repousam no convento dos Frades Trinitários de Madri.

Tríduo a São Simão de Hojas

Ó glorioso São Simão de Rojas, vós que amastes tanto a Mãe celeste, Maria Santíssima, até conseguir, com a invocação do seu Santíssimo Nome, vencer todas as terríveis tentações contra a bela virtude da castidade que tivestes que enfrentar; pela poderosa intercessão, que agora gozais junto Dela, concedei-nos um verdadeiro arrependimento e o perdão de nossas culpas; um grande horror ao pecado e a força de resistir sempre a todas as tentações do demônio, do mundo e da carne. Infundi em nós, vos pedimos, uma centelha daquela ardente caridade com a qual foi sempre inflamado o vosso coração, e fazei que vossa imitação do divino beneplácito seja a única norma de nossa vida. Suplicai enfim, para nós, um generoso e ardente amor a Jesus, e uma afetuosa e filial devoção à  Virgem Santíssima, nossa querida Mãe, a fim de que, depois de tê-los amado constantemente aqui na terra, possamos um dia louvá-los convosco no céu por toda eternidade. Amém.

   Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. O Senhor o amou e o ornou com sua gloria.
R. E o revestiu com o manto da vitoria.

Oremos: 
Ó Deus, que enriquecestes com o espírito de caridade São Simão de Rojas dando-nos um exemplo sublime de amor pela Mãe santíssima de vosso Filho e de dedicação às obras de misericórdia, concedei-nos, por sua intercessão, que inflamados pela mesma caridade e protegidos pela Virgem Maria, alcancemos vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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V. Amavit eum Dominus, et ornavit eum.
R. Stolam gloriae induit eum.

Oremus: 
Deus, cujus caritas in corde (sancti) beati Simonis diffusa, eximio in sanctissimam Filii tui Genitricem cultu, et assiduis misericordiae operibus enituit: illius intercessione concede; ut eodem caritatis fervore succensi, et beatae Mariae Virginis tutela protecti, tuam misericordiam consequamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.