• QUEM SOMOS

    A Ordem da SantÍssima Trindade e dos Cativos foi fundada por São João de Matha, o qual teve esta inspiração enquanto celebrava a sua primeira missa no ano de 1193. Oitocentos anos depois, esta mesma inspiração e a sua obra continuam a nos interpelar! Os Frades Trinitarios são impelidos por um espírito apostólico que os fazem anunciadores da libertação aos mais pobres, aos abandonados e marginalizados, e sobretudo, àqueles cristãos em perigo de perder a fé, por causa de sua fidelidade ao Evangelho...

  • ESPIRITUALIDADE TRINITARIA

    A vida especialmente consagrada a Santíssima Trindade constitui, desde sua origem, um elemento essencial e característico do patrimônio da Ordem Trinitária. Desta consciência trinitária flui toda sua vida espiritual e litúrgica, religiosa, comunitária e apostólica, e sua permanente renovação...

  • ONDE ESTAMOS

    A Ordem da Santíssima Trindade, dividida em sete províncias religiosas, três vicariatos e duas delegações, está presente hoje na: Itália, Espanha, frança, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Canadá, México, Guatemala, Porto Rico, Colômbia, Brasil, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Índia, Madagascar, Polônia, Gabão, Congo e Coréia do Sul. A missão dos religiosos trinitários, espalhados pelo mundo, é garantir a assistência a aqueles que mais necessitam: aos pobres, vítimas das diferenças sociais; aos cristãos perseguidos, vítimas de intolerâncias...

N. S. DO BOM REMÉDIO: PATRONA DA ORDEM TRINITÁRIA

Mensagem do Ministro Geral para o qüinquagésimo aniversário da proclamação de Nossa Senhora do Bom Remédio como Patrona da Ordem da Santíssima Trindade.

Meus caros irmãos, no Ano Mariano de 2011, em ocasião do qüinquagésimo aniversário da proclamação de Nossa Senhora do Bom Remédio como Patrona Principal da Ordem, quero invocar a intercessão de uma tão gloriosa e poderosa Mãe para que venha em nosso auxílio a fim de que vivamos a nossa vocação trinitária e redentora com alegria e fidelidade. Desde as origens da Ordem, a presença de uma Mãe assim afetuosa foi uma real e constante fonte de força para a perseverança dos nossos antepassados na sua vida consagrada e na sua missão redentora. Ela ofereceu uma ajuda inexaurível ao nosso Pai São João de Matha nos momentos de grande e urgente necessidade de encontrar os meios materiais para a redenção dos irmãos cativos. Não teve dúvidas de vir em socorro do nosso santo Reformador quando este experimentou a ânsia e a incerteza de alcançar a nobre e heróica aventura da Reforma da Ordem. “Mãe do Bom Remédio” é o nosso título preferido para ela. Tradicionalmente, este título foi-lhe atribuído graças à sua intervenção ao longo da vida do nosso Fundador que tinha necessidade urgentemente de dinheiro para libertar os cristãos cativos. Por isso, as imagens de Nossa Senhora do Bom Remédio são representadas com a entrega de uma bolsa de dinheiro a São João de Matha. Esta bolsa representa o preço do resgate semelhante ao preço da nossa redenção, isto é, o precioso sangue de Jesus. No passado, os nossos frades pagaram um alto preço pelo resgate do cativo e, às vezes, dando a própria vida pelo resgate de quem estava privado da liberdade, como o caso dos nossos frades mártires de Argel.

2011: um ano de graça

Porque o título com o qual honramos Nossa Senhora se relaciona com o resgate do cativo, este Ano Mariano é uma ocasião cheia de graça para animar-nos a empreender a nossa missão de libertação com maior entusiasmo e fidelidade. Também o ano de 2011 será um período significativo para renovar o nosso amor e devoção à Mãe do Bom Remédio. Ela está intimamente unida à Santíssima Trindade e o seu papel é inseparável do seu Divino Filho Jesus na nossa redenção. Esta bela realidade é fonte de imensa alegria e entusiasmo para fazer viver a nossa vocação e o nosso carisma. Devemos refletir sobre a colaboração de Maria no plano de Deus de salvar-nos e buscar imitar a sua disponibilidade e as virtudes que a tornaram instrumento eficaz e remédio duradouro de todas as nossas penas e misérias. Queira Deus que cresçamos na nossa motivação e fortaleçamos o nosso ímpeto para responder mais autêntica e generosamente à nossa vocação e missão. Desde o primeiro momento, Maria disse “sim” à palavra de Deus e permaneceu fiel a ela até a morte. Também quando estava aos pés da cruz de seu Filho, continuou a dizer “sim” a Deus. Nenhum sofrimento ou dificuldade afastaram-na de seu Filho desde o nascimento até o momento da morte para redimir-nos. Assim, Maria é intrinsecamente parte do Remédio que Deus oferece à humanidade. Qual melhor ou maior testemunho próximo temos do que presença, o exemplo e a intercessão de uma tal Mãe na nossa vida e na nossa missão libertadora?

À escola da Palavra

Nós trinitários nascemos para resgatar aqueles cuja fé está em perigo. A nossa missão pode-se cumprir apenas se nós tivermos uma forte fé e um grande espírito de sacrifício. O nosso empenho religioso está baseado na fé no Deus vivo das promessas, fé na nossa vocação como um chamado e convite de Deus, fé na nossa comunidade religiosa que é principalmente uma comunidade de fé. Deus escolheu a sua Bendita Mãe para dar-nos Jesus nosso Redentor, porque ela era uma mulher de fé imperturbável. A fé nos faz sonhar a vida eterna e nos convida a preferi-la à vida terrena. A escolha pela vida consagrada de pobreza, castidade e obediência está baseada fundamentalmente sobre o valor supremo da vida eterna. A vida religiosa é sinal e prazer antecipado da vida futura; consequentemente, devemos preferir as riquezas celestes às terrenas, o amor divino ao humano, a submissão à vontade de Deus em vez dos interesses pessoais. Se a nossa fé em Deus e na sua Palavra não é muito forte, nos exporemos ao perigo de duvidar da nossa vontade fazendo escolhas equivocadas ou perseguindo sucessos humanos com o risco de ser infiéis à vontade de Deus. A fé constante da nossa Bendita Mãe e a sua fidelidade à vontade de Deus nos inspiram e motivam fortemente a nutrir a nossa fé constantemente com a palavra de Deus.

Humildes e livres para libertar

O segundo aspecto da vida cheia de virtudes de Nossa Senhora do Bom Remédio ao qual gostaria de voltar a atenção é a sua profunda humildade. Junto à sua viva fé, a sua humildade a esvazia de si mesma e a torna agradável diante da Santa Trindade até o ponto de torná-la instrumento mais digno da nossa salvação. A escrava humilde de Nazaré foi exaltada para ser a Rainha do Universo graças à sua pequenez e à sua disponibilidade total ao plano de Deus. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra”. Aqui começa a realização da nossa libertação integral. Como todos sabemos, a humildade está intimamente unida à verdade e a verdade à liberdade: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8, 31-32). Se somos verdadeiros amantes da verdade e da liberdade, não podemos não ser humildes. A humildade é o primeiro passo para a liberdade; a pessoa humilde reconhece quem é, conhece os seus limites e erros. A Virgem humilde não se colocou jamais sobre um pedestal; obedeceu totalmente ao plano de Deus, evitou o aplauso público e falou só quando era necessário no tempo devido. “Fazei o que ele vos disser” (Jo 2,5). Maria colaborou ativamente ao plano redentor de Deus com o silêncio e a discrição possível. A humildade nos ajudará a buscar a Deus e o seu Reino em primeiro lugar, os outros e o seu bem-estar depois e, enfim, nós mesmos. O humilde e gratuito serviço de Jesus nos trouxe a salvação. Esvaziou-se totalmente de si mesmo e nos deu tudo. A mesma Mãe de Jesus não duvidou de jeito nenhum sobre a total cooperação para obter a libertação eterna para todos nós. Queira Deus que o Ano Mariano seja para nós uma oportunidade para elevar os nossos olhos à nossa Mãe do Bom Remédio, pedindo-lhe que interceda por nós para que as nossas vidas sejam uma oferta humilde e cheia de fé à Santíssima Trindade.


P. Fr. José Narlaly, Ministro Geral OSST